A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e outras organizações como a Organização Mundial de Saúde e a Organização Mundial de Saúde Animal têm apoiado os países no desenvolvimento de planos de ação nacionais de resistência antimicrobiana, com vista à mitigação do uso inadequado de antimicrobianos e da Resistência Antimicrobiana. No entanto, para muitos países, os principais desafios são a implementação desses planos e a falta de ações sustentadas.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura desenvolveu o Percurso de Gestão Progressiva da Resistência Antimicrobiana (FAO-PMP-AMR) para ajudar os estados membros a pôr em prática os seus planos para aumentar a sensibilização, as capacidades de vigilância; desenvolver estruturas de governação e promover o uso prudente de antimicrobianos. A abordagem progressiva permite que setores específicos façam melhorias passo a passo em direção à utilização sustentável de antimicrobianos e à gestão da Resistência Antimicrobiana. Estas melhorias podem começar como iniciativas de pequena escala, evoluir para ações mais amplas em setores prioritários e eventualmente, desenvolver-se em planos de 'Saúde Única' que abordem a Resistência Antimicrobiana em todos os setores alimentares e agrícolas a nível nacional.
A FAO-PMP-AMR tem permitido aos países avaliar o estado da implementação dos seus planos de Resistência Antimicrobiana e apoiado países e setores específicos a trabalharem progressivamente para o uso ótimo e sustentável de antimicrobianos. A ferramenta foi implementada com sucesso no Gana, Tunísia, Quénia, Bélgica, Tajiquistão, Quirguizistão, Saint Kitts e Nevis.