Dr. Von Dobschuetz Sophie
Coordenadora Global de Monitorização, Serviço de Saúde Animal
FAO
Avaliação do risco na Interface Homem-Animal-Ambiente: as doenças zoonóticas aportam riscos, tanto para os animais como para as pessoas. Identificar, avaliar, gerir e reduzir eficazmente os riscos destas doenças requer coordenação e colaboração entre ministérios e agências responsáveis pela saúde humana, animal e ambiental. Para compreender e gerir plenamente os riscos partilhados na interface animal-humano-ambiente, a informação e conhecimentos de todos os setores relevantes devem ser reunidos e avaliados conjuntamente.
Fornecer comunicação de riscos e opções de gestão que satisfaçam as necessidades de todos os setores: ao realizar avaliações de risco em conjunto, é mais provável que a comunicação de riscos e as opções de gestão sejam relevantes e aceitáveis para todos os ministérios, e os resultados podem alinhar esforços novos e contínuos em todos os setores para uma abordagem eficaz das doenças zoonóticas, pela Saúde Única.
Benefícios da Ferramenta Operacional Conjunta de Avaliação de Risco:
Adaptável: Pode ser organizada através dos mecanismos de coordenação nacional existentes, plataformas, task forces, ou utilizada pelas autoridades locais para ameaças emergentes à saúde.
Flexível: Aplicada para avaliar conjuntamente qualquer zoonose ou preocupação de saúde na interface homem-animal-ambiente.
Inclusiva: Incorpora todos os ministérios e partes interessadas relevantes na interface homem-animal-ambiente e baseia-se em dados existentes de avaliações de risco específicas do sector.
Rápida: Uma avaliação de risco passo a passo qualitativa, que pode ser realizada rapidamente e sem necessidade de dados quantitativos validados ou competências matemáticas especializadas.
Específica: Utilizada para uma única doença zoonótica ou evento de saúde. Se várias doenças zoonóticas ou eventos de saúde precisarem de ser avaliados, então, será conduzida uma ferramenta operacional para cada uma delas.
A Ferramenta Operacional Conjunta de Avaliação de Risco forneceu aos países uma avaliação conjunta específica da doença e orientou o desenvolvimento de recursos operacionais para a vigilância/resposta à doença, legislação, protocolos/procedimentos operacionais padrão, planos de comunicação, etc.
A ferramenta conjunta de avaliação de risco já foi testada em 16 países (Indonésia, Panamá, Vietname, Tanzânia, Paquistão, Senegal, Geórgia, Etiópia, Ruanda, Gana, Quénia, Afeganistão, Costa do Marfim, Camarões, Uganda e Egito).
Será desenvolvida uma avaliação de impacto para melhor avaliar o impacto da ferramenta no desenvolvimento e implementação das políticas nacionais e, em maior medida, na tomada de decisões.